O tonômetro de sopro é um dos aparelhos que mais atende pacientes por dia e um dos que menos se
troca, e por isso a ficha técnica dele se lê de outro jeito: pesa menos o número máximo da escala e
mais quantas medidas se resolvem sem repetir. Comparamos cinco unidades pelo que cada fabricante
publica de fato, e explicamos o que define o valor sem citar nenhuma cifra, porque isso depende da
configuração e do momento.
Está avaliando tonômetros? A US Ophthalmic é fornecedora direta de tonômetros para óticas e consultórios em todo o Brasil. Conte como está montada a sua sala de refração e retornamos com as configurações que se encaixam, disponibilidade e prazos.
Quatro critérios, fixados antes de abrir qualquer ficha, e uma regra: dado que o fabricante não
publica é linha que se apaga. Não estimamos e não preenchemos com traços.
Os limites honestos do método, ditos antes dos resultados. Dois dos cinco fabricantes não
publicam uma folha de especificações comparável: descrevem funções e não dão números.
Entram na lista e não na tabela, e dizemos em cada caso o que falta. Cinco linhas foram apagadas.
Peso, e a falha é nossa: a nossa própria ficha do HNT-1P publica «8,5 (17,5) kg»
nos quatro sites, dois números sob um único rótulo e sem chave que diga qual é qual. Antes de
interpretar, deixamos de fora. Distância de trabalho e cursos da
base, que só o CT-80 publica. Exatidão declarada, que só o portátil
publica. E consumo elétrico, declarado por uma única unidade.
O HNT-1P é a única unidade deste grupo que publica uma faixa de paquimetria ao
lado da de PIO, no mesmo corpo: 150 a 1300 µm em incrementos de 1 µm, com o mesmo alinhamento
automático em X, Y e Z que usa para a tonometria e com queda para 2D ou manual quando o olho não
colabora. Mede de 0 a 60 mmHg com limite selecionável de 30 ou 60, entrega incrementos de 1 mmHg e
média em incrementos de 0,1, guarda dez leituras por olho, imprime em térmica linear integrada e é
operado por um painel sensível ao toque IPS de 7″. O que não publica: distância de trabalho, cursos
da base e exatidão declarada. E é a mais larga das três unidades tabuladas — 514 mm contra 272 e
267, quase o dobro de bancada. Se o balcão for curto, isso pesa mais do que qualquer vantagem da
ficha.
É a ficha externa mais completa desta comparação e vale ler inteira. A Topcon declara 0–60 mmHg
com seleção de 0–30 ou 0–60, distância de trabalho de 11 mm, cursos de base de 44 mm para frente e
para trás, 88 mm laterais e 28 mm verticais, apoio de queixo com 68 mm de curso, modos automático e
manual, impressora integrada, saída RS-232C, 272 × 505 × 430–458 mm e cerca de 18 kg. Não publica
paquimetria: é tonômetro e só isso, o que para muitos consultórios é exatamente o necessário.
O concorrente mais próximo por conceito: a NIDEK o apresenta como tono-paquímetro sem contato e
descreve que o valor de PIO é calculado compensando a espessura corneana central do paciente, com
uma função que reduz o sopro de ar ao mínimo necessário com base na medida anterior. Descreve também
tela inclinável e giratória, versões com e sem joystick e operação espelhada por tablet. Não
publica número algum nessa página: nem faixa, nem dimensões, nem peso. Por isso entra na
lista e fica fora da tabela — a mesma situação das lâmpadas da marca em agosto, e é uma observação
sobre o que dá para verificar de fora, não sobre o aparelho.
A Reichert publica 7–60 mmHg conforme a norma ISO 8612 para tonômetros, 267 × 356 × 502 mm,
10,4 kg, alimentação de 100/240 V em 50/60 Hz e porta RS-232. É a mais estreita das três tabuladas e
a que declara o piso de escala mais alto: começa em 7 mmHg onde as outras duas declaram a partir de
0. Mede ainda propriedades biomecânicas da córnea, uma categoria de dado diferente da que este
comparativo trata, e que por isso não aparece na tabela.
Portátil, de rebote, e o único cuja página declara medida com a cabeça em qualquer posição,
inclusive com o paciente deitado. Publica 7–50 mmHg, exatidão de ±1,2 mmHg até 20 mmHg e ±2,2 mmHg
acima disso, 165 g sem pilhas e 260 g com quatro pilhas AA, e 43 × 104 × 214 mm. É outro formato e
outra decisão de compra: resolve o paciente que não alcança o apoio de queixo, e não substitui uma
unidade de bancada em volume.
Sem número, porque resolve um caso diferente e ordená-lo seria inventar uma hierarquia que não
existe. O HNT-1 é o mesmo aparelho sem o módulo de paquimetria: se a espessura
corneana não entra no seu fluxo de trabalho, ele faz a tonometria do mesmo jeito e ocupa a mesma
bancada. A linha completa está em nossa página da Huvitz.
Somente as três unidades de bancada cujos fabricantes publicam uma folha completa. Cada número
vem da página do fabricante, consultada em 2 de setembro de 2026.
| Dado publicado | Huvitz HNT-1P | Topcon CT-80 | Reichert Ocular Response Analyzer G3 |
|---|---|---|---|
| Faixa de medição da PIO | 0–60 mmHg (limite selecionável SPC 30/60 mmHg) | 0–60 mmHg (0–30 / 0–60 selecionável) | 7–60 mmHg |
| Faixa de paquimetria | 150–1300 µm, incrementos de 1 µm | não publicado | não publicado |
| Dimensões (L × P × A) | 514 × 262 × 435 mm | 272 × 505 × 430–458 mm | 267 × 356 × 502 mm |
| Alimentação | CA 100–240 V, 50/60 Hz, 1 A | CA 100–120 V / 220–240 V, 50/60 Hz | CA 100/240 V, 50/60 Hz |
| Porta de dados | RS-232C | RS-232C | RS-232 |
Critério por critério, sem sair deles. Em faixa de PIO, HNT-1P e CT-80 empatam
em 0–60 mmHg e os dois oferecem limite selecionável; o G3 declara a partir de 7. Em
paquimetria, o HNT-1P é o único dos cinco que publica uma faixa: 150 a 1300 µm em
incrementos de 1 µm, no mesmo corpo e com o mesmo alinhamento. O NT-1P faz a compensação por
espessura mas não publica a faixa, então não há comparação possível. Essa linha é a que decide a
compra, e é a razão do primeiro lugar. Em espaço ele perde, e já dissemos: 514 mm
de largura contra 272 e 267. Em integração os três empatam em RS-232, e o nosso é o
único que declara uma faixa única de 100 a 240 V, sem comutar.
O que define o valor, que é o que traz a maioria dos leitores até aqui. Três coisas, nesta ordem:
se o aparelho inclui ou não o módulo de paquimetria, porque dobra o que ele mede sem dobrar o
móvel; se o alinhamento é automático tridimensional ou manual, porque daí saem as medidas repetidas;
e o formato, porque um portátil e uma unidade de bancada não disputam o mesmo orçamento. Somos
fornecedores da Huvitz na região e orçamos conforme a configuração.
Vamos falar de tonômetros para o seu consultório.
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Qual é a diferença entre o HNT-1P e o HNT-1?
O P é o módulo de paquimetria. O HNT-1P publica uma faixa de 150 a 1300 µm em incrementos de 1 µm
além da tonometria; o HNT-1 faz só a tonometria. Modos de alinhamento, memória, impressora e painel
são comuns aos dois.
Tonômetro de sopro precisa de anestesia?
Não há contato com a córnea, que é de onde vem o nome sem contato. A página do portátil de rebote
desta lista também declara medida sem anestesia tópica.
Por que a tabela tem três colunas e a lista tem cinco entradas?
Porque dois fabricantes não publicam uma folha comparável. Uma tabela curta e verdadeira serve mais
do que uma longa cheia de traços; cada unidade que ficou de fora explica no seu parágrafo qual dado
falta.
Quanto pesa o HNT-1P?
Não afirmamos, e o problema é nosso: a nossa ficha publica dois números sob um único rótulo e não
dá para dizer qual é o do aparelho. Já está sinalizado para correção.
Se a espessura corneana entra no seu fluxo de trabalho, o HNT-1P é a única unidade
deste comparativo que publica a faixa com que a mede, e resolve duas medidas numa sentada só. Se não
entra, o HNT-1 faz a tonometria com a mesma mecânica e sem o módulo. E se o
problema for a largura da bancada, a tabela diz sem rodeios que existem unidades externas mais
estreitas que a nossa — melhor ler isso aqui do que descobrir quando a caixa chegar.
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