O topógrafo corneal costuma ser comprado por um motivo específico —adaptação de lentes de
contato, acompanhamento de córneas irregulares, documentação antes e depois de cirurgia— e escolhido
por outro bem diferente: quanto tempo leva um exame, quanto de mesa ocupa e do que mais ele precisa
para funcionar. Comparamos cinco unidades pelo que cada fabricante realmente publica, e explicamos o
que define o valor de uma para outra sem citar nenhuma cifra, porque isso depende da configuração e
do momento.
Está avaliando topógrafos corneais? A US Ophthalmic é fornecedora direta de topógrafos corneais para óticas e consultórios em todo o Brasil. Conte como está montada a sua sala de refração e retornamos com as configurações que se encaixam, disponibilidade e prazos.
Quatro critérios definidos antes de abrir qualquer ficha, e uma regra que não se negocia: dado
que o fabricante não publica é dado que não inventamos. A linha é excluída ou a célula diz não
publicado, mesmo quando a célula vazia é a nossa.
Os limites do método, ditos antes dos resultados. Dois dos cinco fabricantes não publicam
tabela comparável: descrevem funções e não dão números. Entram na lista e ficam fora da
tabela, e dizemos em cada caso o que falta. Quatro linhas foram excluídas: distância de trabalho
(a Topcon não publica), cobertura corneana em milímetros (a OCULUS publica outra grandeza), precisão
declarada (três fabricantes, três grandezas incompatíveis) e consumo elétrico (a ficha da Huvitz
informa corrente, não consumo).
O HTG-1 projeta 24 anéis de Plácido —o maior número junto com a Topcon entre as
três unidades que publicam essa contagem— e cobre até 9,8 mm de diâmetro corneano sobre uma esfera
de 8,0 mm (42,2 D com n=1,3375). Publica white-to-white de 7 a 14 mm e diâmetro pupilar de 0,5 a
10 mm, ambos com ±0,05 mm, a 80 mm de distância de trabalho. O que muda no dia a dia não está na
óptica e sim em volta dela: computador integrado, tela sensível ao toque colorida de 10,1 polegadas
inclinável, rastreamento automático em X e Y para posicionar e em Z para a distância de trabalho, e
apoio de queixo motorizado com 62 mm de curso. Liga e trabalha.
O que ele perde, dito aqui e não escondido na tabela: com 21 kg é o mais pesado das três
unidades tabuladas e é o único das três que não publica quantos pontos mede.
A ficha do HTG-1 D publica esse número e a do HTG-1 não; não transferimos a cifra de um instrumento
para o outro, porque um número sem fonte não entra nesta comparação.
É a ficha externa mais completa desta comparação. A Topcon publica 24 anéis distribuídos sobre
uma esfera de 45 D, mais de 100.000 pontos analisados e 6.200 medidos, cobertura de até 9,8 mm sobre
esfera de raio 8,00 mm —a mesma convenção usada pela Huvitz—, precisão de ±0,03 mm no dado
altimétrico e ±2 µm a 4 mm, alimentação de 100–240 V em 50/60 Hz com 80 VA, e 320 (L) × 490 (A) ×
470 (C) mm com 15 kg. Traz ainda mapas de altura, análise de Zernike, pupilometria e adaptação de
lentes de contato. É a concorrente direta por conceito e a mais leve das duas de bancada.
A OCULUS publica 22 anéis, 22.000 pontos de medição, distância de trabalho de 78 a 100 mm,
precisão declarada de ±0,1 D, câmera CCD digital, iluminação de Plácido com diodos brancos e
infravermelhos de 880 nm, consumo máximo de 18 W, 275 × 320–400 × 480–510 mm e peso de 3,2 kg o
cabeçote, 6,1 kg com a base xy. É de longe o corpo mais leve do grupo e o que declara mais pontos
medidos. A contrapartida está na própria página do fabricante: o instrumento trabalha contra um
computador externo, cujos requisitos a OCULUS publica ao lado da ficha. Não é defeito, é outra
arquitetura — e precisa entrar no orçamento.
A NIDEK o apresenta como analisador de poder refrativo e da córnea: topografia de Plácido junto
com aberrometria, ceratometria e pupilometria num mesmo passo. A NIDEK não publica nenhum
número nessa página: nem contagem de anéis, nem pontos medidos, nem dimensões, nem peso.
Por isso ele fica na lista e fora da tabela. É a quarta família seguida em que encontramos o mesmo
com este fabricante, e isso é um limite de verificação, não um julgamento do instrumento.
A Medmont publica um único número, e é justamente o que interessa a quem adapta lentes
esclerais: a cobertura chega a 20 mm × 18,5 mm em uma única captura, ou seja córnea, limbo e esclera
na mesma tomada. Não é a mesma grandeza que a cobertura corneana em diâmetro
publicada por Huvitz e Topcon, e por isso não divide linha com elas: juntá-las seria inventar uma
comparação que ninguém fez. Fora essa cifra, a página não publica anéis, pontos, dimensões nem
peso.
Sem número, porque não competem entre si.
⚠️ O HRKT-1 —o refrator-ceratômetro com topografia embutida— não faz parte do catálogo no Brasil,
então não entra nesta lista. Vale dizer em vez de recomendar o que não temos aqui.
Apenas as três unidades cujos fabricantes publicam uma ficha numérica. Cada célula vem de uma
página do fabricante consultada ao escrever este guia; as células que dizem não publicado
significam literalmente isso.
| Dado publicado | Huvitz HTG-1 | Topcon CA-800 | OCULUS Keratograph 5M |
|---|---|---|---|
| Anéis de Plácido | 24 | 24 (sobre uma esfera de 45 D) | 22 |
| Pontos medidos | não publicado | 6.200 medidos (mais de 100.000 analisados) | 22.000 |
| Dimensões | 302 (L) × 506 (P) × 510 (A) mm | 320 (L) × 490 (A) × 470 (C) mm | 275 × 320–400 × 480–510 mm (L × P × A) |
| Peso | 21 kg | 15 kg | 3,2 kg o cabeçote · 6,1 kg com base xy |
Repare que a Topcon publica as dimensões em outra ordem de eixos —largura, altura, comprimento— e
assim as mantivemos, em vez de reordenar e arriscar uma comparação falsa.
Por duas linhas concretas, não por impressão. A primeira: 24 anéis de Plácido, a maior contagem
junto com o CA-800 entre as unidades que publicam uma, sobre uma cobertura corneana declarada na
mesma convenção da Topcon, o que permite compará-las sem traduzir nada. A segunda: o HTG-1 chega
completo. Computador integrado, tela sensível ao toque de 10,1 polegadas, alinhamento automático nos
três eixos e apoio de queixo motorizado significam que o exame pode ser feito por qualquer pessoa da
equipe e que não há um PC externo no orçamento nem na bancada.
E as duas coisas que ele perde, de novo, porque um guia que só diz o que é bom não serve para
decidir: pesa 21 kg contra 15 do CA-800 e 6,1 do Keratograph com a base, e não publica contagem de
pontos medidos enquanto as duas concorrentes tabuladas publicam. Se o seu critério de compra é
exatamente esse número, a ficha da Huvitz hoje não o entrega.
Sobre o valor: ele é definido pela configuração —topógrafo sozinho ou com o módulo de olho seco—,
pelo software incluído, pela mesa e pelo suporte técnico local. Como FORNECEDOR na região orçamos
caso a caso, e é por isso que você não encontra uma cifra nesta página.
Vamos falar de topógrafos corneais para o seu consultório.
Envie os seus requisitos e um especialista retorna com uma configuração montada sobre como o seu consultório realmente trabalha, incluindo disponibilidade, instalação e treinamento no Brasil. A US Ophthalmic é fornecedora direta.
Quantos anéis um topógrafo corneal precisa ter? Não existe um número certo: mais
anéis dão mais referências, mas o que um comprador consegue verificar é quantos o fabricante
declara. Nesta comparação são 24 (Huvitz), 24 sobre esfera de 45 D (Topcon) e 22 (OCULUS); os outros
dois não publicam o dado.
Por que a tabela diz «não publicado» na coluna da Huvitz? Porque a nossa própria
ficha do HTG-1 não traz a contagem de pontos medidos em nenhum dos nossos sites, enquanto a do
HTG-1 D traz. Preferimos dizer isso a copiar o número de um instrumento para o outro.
Qual a diferença entre HTG-1 e HTG-1 D? A camada de superfície ocular. O D
acrescenta NIKBUT, menisco lacrimal, camada lipídica, meibografia e questionário OSDI sobre a mesma
topografia. Se o consultório trata olho seco, a decisão de compra está aí.
Serve para adaptação de lentes de contato? Os cinco instrumentos declaram
software de adaptação. Se o trabalho inclui lentes esclerais, o dado a observar é a extensão da
captura para além da córnea, e nesse grupo a Medmont é a única que publica uma cifra.
O que define o valor de um topógrafo corneal? A configuração, o software
incluído, precisar ou não de um computador externo, a mesa e o suporte técnico. Duas unidades com
fichas parecidas podem ficar bem distantes por causa do que existe em volta do instrumento.
Se você precisa de um topógrafo dedicado que funcione sozinho e possa ser operado por qualquer
pessoa da equipe, o HTG-1 é a nossa primeira escolha, e as duas linhas que sustentam
isso estão acima. Se o consultório atende olho seco, a escolha certa dentro da linha é o
HTG-1 D. E se o espaço é o problema real, o corpo mais leve do grupo não é o nosso —
dissemos isso na tabela. Veja a linha Huvitz completa ou fale com a gente para um
orçamento com a configuração que o seu consultório precisa.
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